Terminologie météo

A
Advecção–
Transporte de uma propriedade da atmosfera devido ao movimento do ar (por exemplo, advecção de temperatura)
Afloramento Costeiro
Fenómeno típico na costa continental de Portugal; é também conhecido do inglês como upwelling. O regime de nortada, que se faz sentir em Portugal Continental em particular nos meses mais quentes, força uma circulação oceânica particular, i.e., o efeito de Coriolis desvia para a direita, a corrente originada pela nortada, produzindo uma corrente (que tende a ser dirigida à direita dos ventos no hemisfério norte - efeito inverso no hemisfério sul) de Este para Oeste, afastando da costa as águas superficiais e forçando a ascensão de águas frias mais profundas, ricas em nutrientes, compensando o movimento das águas superficiais para o largo.
Alteração Climática
Variação estatisticamente significativa, tanto no estado médio do clima como na sua variabilidade, persistindo por um período extenso, tipicamente décadas ou periodos superiores. As alterações climáticas podem ser originadas por processos naturais internos do sistema climático ou forçamentos externos, ou por actividades humanas persistentes com influência na composição da atmosfera.
Altitude
Distância vertical entre um nível, ponto ou objecto assimilado a um ponto e o nível médio do mar.
Altocúmulo
Banco, lençol ou camada de nuvens brancas ou cinzentas (ou brancas e cinzentas), geralmente com sombras próprias. As nuvens são constituídas por lâminas, massas globulares, rolos, etc., às vezes parcialmente fibrosos ou difusos, ligados ou não. A maioria dos pequenos elementos dispostos regularmente tem em regra largura aparente de 1 a 5 graus (aproximadamente entre 1 dedo mínimo e 3 dedos com o braço estendido).
Altostrato
Lençol ou camada de nuvens acinzentadas ou azuladas de aspecto estriado, fibroso ou uniforme que cobre total ou parcialmente o céu. Tem porções suficientemente ténues para que seja veja o sol, pelo menos vagamente, como através de vidro despolido. O altostrato não produz fenómenos de halo.
Altura
Distância vertical entre um nível, ponto ou objecto assimilado a um ponto e um nível de referência.
Nota: o nível de referência pode ser indicado no próprio texto ou em nota explicativa; (2) dimensão vertical de um objecto.
Nota: o termo "altura" pode também aplicar-se, em sentido figurado, a uma dimensão não-verbal, p.e., à altura de uma letra ou algarísmo pintado numa pista.
Altura da Onda
distância vertical entre uma crista (o ponto mais elevado da onda) e uma cava (o ponto mais baixo).
Altura da Significativa
A altura média do terço mais alto das ondas (Hs=H1/3). A altura significativa tem um valor próximo da altura estimada visualmente, é este valor que geralmente se usa para especificar ou descrever a altura das ondas.
Alísios
Os ventos alísios ou alisados existem entre o equador e os trópicos (de cancer e capricórnio), soprando de nordeste no Hemisfério Norte e de sueste no Hemisfério Sul. Resultam de um fluxo entra as regiões de altas pressões sub-tropicais e o equador, sofrendo a acção da força de Coriolis que exerce um desvio para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul.
Anomalia Climática
Diferença entre o clima médio de um período longo de tempo e o clima de um mês, estação do ano ou ano.
Anticiclone
São regiões de alta pressão atmosférica em torno dos quais o vento sopra no sentido do movimento dos ponteiros do relógio no hemisfério norte (e em sentido contrário no hemisfério sul), porque a pressão atmosférica é máxima no centro e diminui à medida que a distância ao centro aumenta.
Atmosfera
Camada gasosa que envolve a superfície da Terra. Composta por Troposfera, Estratosfera, Mesosfera e Ionosfera.
B
Bandas de Precipitação
Aglomerados de nuvens convectivas. Num furacão, formam-se em espiral, posicionando-se em torno da parede do olho, originando forte precipitação e trovoadas e estendendo-se ao longo de centenas de quilómetros a partir do centro.
Barómetro Padrão Nacional
Barómetro designado por um país para servir como padrão de referência no seu território.
Barómetro padrão regional
Barómetro designado para servir como padrão de referência na Região onde se encontra, por decisão da Associação Regional respectiva.
Biosfera
Parte do sistema climático que compreende todos os ecossistemas e formas de vida na atmosfera, em terra (biosfera terrestre) ou nos oceanos (biosfera marinha).
Boletim Meteorológico
Boletim que contém unicamente resultados de observações, valores, análises e/ou previsões meteorológicas.
Brisa Marítima
Tipo de circulação que, em regra, ocorre durante o dia. A superfície terrestre aquece mais rapidamente que o mar, por isso, sobre terra o ar torna-se menos denso (e a pressão mais baixa) do que sobre mar. Consequentemente, o ar quente sobre terra sobe e o ar mais frio e húmido desce sobre o oceano. Em altitude, o ar desloca-se no sentido do mar (onde a pressão é mais baixa) e à superfície circula no sentido de mar para terra, fechando a circulação.
Brisa Terrestre
Tipo de circulação que, em regra, ocorre durante a noite. A superfície terrestre arrefece mais rapidamente que o mar, assim a temperatura do mar é superior à temperatura da terra e forma-se uma circulação inversa a que ocorre durante o dia. À superfície, o ar desloca-se no sentido da terra para o mar.
Brisa de Montanha
Tipo de circulação, caracterizada pelo facto de no topo de uma montanha, a atmosfera em contacto com a superfície (a um dado nível) é mais afectada pelas trocas de calor, associadas ao ciclo diurno, do que a atmosfera sobre o vale a esse mesmo nível, porque sobre o vale a atmosfera está mais afastada do solo.
C
Camada limite planetária
Camada da atmosfera com cerca de 1 km de espessura, acima da superfície da Terra, onde o atrito afecta a velocidade e direcção do vento.
Carta de Altitude
Carta do tempo que descreve as condições ou elementos meteorológicos em determinada superfície ou camada da atmosfera em altitude.
Carta do tempo
Carta geográfica em que estão descritas as condições meteorológicas por meio de números, sinais gráficos ou isopletas.
Cava
Depressão da superfície do mar durante a passagem da onda.
Centro de comunicação
Centro colector de informações meteorológicas para difusão internacional. Ciclogénese – Mecanismo de criação de uma zona depressionária em que o ar roda no sentido ciclónico. A ciclogénese diz-se explosiva, quando a queda de pressão no centro é muito rápida (pelo menos 1 hPa por hora durante 24 horas a uma latitude de 60ºN).
Ciclone
O mesmo que depressão. Termo habitualmente utilizado na literatura meteorológica de língua inglesa (cyclone).
Ciclone Tropical
Termo genérico para designar uma depressão não frontal à escala sinóptica, originada nas águas oceânicas tropicais ou subtropicais, com organização convectiva e circulação ciclónica de vento à superfície bem definida. Também se pode caracterizar por um sistema de baixas pressões, que se forma na região tropical, em geral entre os 10º e 30º de latitude e que podem originar trovoadas e precipitação forte.
Cirrocúmulo
Banco, lençol ou camada delgada de nuvens brancas, sem sombras próprias. São nuvens constituídas por elementos muito pequenos em forma de grãos, rugas, etc., ligados ou não e dispostos de uma forma mais ou menos regular. A maioria dos elementos tem largura aparente inferior a 1 grau (aproximadamente a largura de um dedo mínimo com o braço estendido).
Cirros
Nuvens isoladas em forma de filamento branco e delicado ou de bancos ou faixas estreitas brancas (ou quase brancas). Nuvens com aspecto fibroso (como cabelos) ou brilho sedoso (ou os dois).
Cirrostrato
Véu nebuloso transparente e esbranquiçado, de aspecto fibroso (como de cabelo) ou liso, que cobre total ou parcialmente o céu. Em regra produz fenómenos de halo.
Clima
Síntese dos estados de tempo característicos de um determinado local ou regiões num determinado intervalo de tempo. Para definir o clima recorre-se à estatística e utilizam-se valores médios, variâncias, valores extremos, probabilidades de ocorrência, etc. O intervalo de tempo ou período utilizado deve ser suficientemente longo para que a caracterização do clima tenha significado estatístico, sendo usualmente utilizadas médias de 30 anos, conhecidas como Normais Climatológicas.
Climatologia
Disciplina da meteorologia que se ocupa do estudo do clima.
Colo
Região situada entre dois anticiclones e duas depressões. É a intersecção do eixo da crista com o eixo do vale, correspondendo a um mínimo de pressão ao longo do eixo da crista e a um máximo de pressão ao longo do eixo do vale. É uma região de vento fraco e de direcção variável.
Comprimento de Onda
Distância horizontal entre duas cristas (ou duas cavas) consecutivas.
Comunicado Meteorológico
Exposição das condições meteorológicas observadas em determinado local e ocasião.
Convecção
Processo de transferência de energia calorifica na atmosfera, em que o corpo portador de calor se desloca de um local para outro. Na atmosfera existem correntes de convecção, em que o ar quente (menos denso) sobe e o ar frio (mais denso) desce.
Corrente de Jacto
Corrente estreita de vento forte, de eixo quase horizontal e situada na alta troposfera ou na estratosfera. Esta corrente é caracterizada por grandes variações da intensidade do vento, quer na vertical quer na horizontal e pode conter um ou vários máximos de vento. A intensidade do vento deve ser superior a 60 nós.
Criosfera
Parte do sistema climático que compreende toda a água em estado sólido da Terra, tal como neve, massas de gelo e glaciares.
Crista
Ponto mais elevado da superfície do mar durante a passagem de onda.
Crista Anticiclónica
Configuração alongada de altas pressões, definida por isóbaras arredondadas que se estendem para fora a partir de um anticiclone. Tem associada um eixo de crista (ou linha de crista), que corresponde a uma linha de máximos de pressão (em comparação com pontos adjacentes de um e de outro lado da linha).
Cumulonimbo
Nuvem densa, de grande extensão vertical, em forma de montanha ou enormes torres. Pelo menos parte da região superior é, em regra, lisa, fibrosa ou estriada e quase sempre achatada. A parte superior espraia-se frequentemente em forma de bigorna ou penacho. Por baixo da nuvem, muitas vezes bastante sombria, há frequentemente nuvens baixas esfarrapadas, ligadas ou não a ela, e precipitação (às vezes em forma de virga).
Código ship
Forma de código FM 13-X SHIP, redigido numa forma completa, abreviada ou reduzida, utilizada para a redacção dos comunicados das observações sinópticas de superfície efectuadas nas estações marítimas.
Cúmulo
Nuvem isolada, geralmente densa e de contornos nítidos, que se desenvolvem verticalmente em forma de montículos, cúpulas ou torres, cuja região superior protuberante parece muitas vezes uma couve-flor. As porções da nuvem iluminadas pelo sol são quase sempre de um branco brilhante. A base é relativamente sombria e sensivelmente horizontal.
D
Depressão
Depressões são regiões de baixa pressão atmosférica em torno das quais o vento sopra no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio no hemisfério norte e sopra no sentido do movimento dos ponteiros do relógio no hemisfério sul, porque a pressão atmosférica é mínima no seu centro e aumenta à medida que a distância ao centro aumenta.
Depressão Tropical
Fase de desenvolvimento de um ciclone tropical.
Desertificação
Degradação do solo em regiões áridas, semi-áridas, secas e sub humidas resultante de diferentes factores climáticos. A UNCCD (United Nations Convention to Combat Desertification) define degradação do solo como a redução ou perda da produtividade biológica ou económica na composição de colheitas, pastagens, florestas e outras regiões arborizadas resultante do uso da terra ou de processos com origem em actividades humanas, tais como: Erosão do solo causada pelo vento e/ou água; Deterioração das propriedades físicas, químicas e biológicas ou económicas do solo; Perda progressiva da vegetação natural.
Diabo da poeira
(dust devil, do inglês) é um remoinho de vento, com uma altura entre poucos metros e algumas centenas de metros. A coluna de ar com movimentos verticais ascendentes, convergentes e rotativos, apresenta algumas semelhanças com a de um tornado. Distingue-se do tornado, entretanto, por se dever a grandes diferenças de temperatura entre a camada de ar junto ao solo e o ar sobrejacente, pelo que se estabelece frequentemente em situação de céu limpo, sem nuvem-mãe associada, organizando-se sempre de baixo para cima.
Direcção
Direcção de onde se propagam as ondas, vento, etc.
E
El Niño
Fenómeno meteorológico caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, provocando a ocorrência de uma série de eventos atmosféricos capazes de condicionar o clima.
Electrometeoros
Electrometeoros é uma manifestação visível ou audível da electricidade atmosférica.
Emissão Colectiva
Telecomunicação por fio ou sem fios de um conjunto de informações meteorológicas provenientes de várias estações.
Emissão Continental
Emissão de informações meteorológicas em regra relativas a uma Região e, excepcionalmente, a partes limitadas de Regiões adjacentes, destinadas a recpção mundial.
Emissão Subcontinental
Emissão de informações meteorológicas relativas a parte de uma Região e, excepcionalmente, partes limitadas de Regiões adjacentes, destinada a recepção geral nessa Região e, excepcionalmente, em Regiões adjacentes.
Emissão Territorial
Emissão de informações meteorológicas relativas em regra ao território de um país, destinada a recepção em um ou vários centros de emissões sub-continentais e, sendo possível, no centro da emissão continental respectivo.
Escala Planetária
Escala de movimento que compreende fenómenos cuja dimensão horizontal é tipicamente superior a 10000 km e cujas escalas de tempo variam entre semanas e meses. Ondas longas e anticiclones subtropicais são exemplos de fenómenos de escala sinóptica.
Escala Sinóptica
Escala de movimento que compreende fenómenos cuja dimensão horizontal varia aproximadamente entre 2000 e 10000 km e cujas escalas de tempo variam entre dias e semanas. Depressões, anticiclones móveis e depressões frontais são exemplos de fenómenos de escala sinóptica.
Escala de Beaufort
Escala elaborada por Sir Francis Beaufort, 1777-1857, estima a intensidade do vento em função do estado do mar.
Estação Climatológica simples
Estação climatológica onde se executa pelo menos uma observação por dia, incluindo as temperaturas extremas do ar e a quantidade de precipitação.
Estação Complementar
Estação sinóptica terrestre de superfície que não é fundamental.
Estação Meteorológica Principal
Estação que fornece informações meteorológicas e biológicas simultâneas pormenorizadas e onde se realizam estudos de meteorologia agrícola. As possibilidades instrumentais, o alcance e a frequência das observações de natureza meteorológica e biológica, bem como o pessoal especializado da estação, são tais que permitem a realização de pesquisas fundamentais de questões de meteorologia agrícola com interesse para os países ou Regiões respectivas.
Estação Meteorológica auxiliar para a agricultura
Estação que fornece informações meteorológicas e biológicas. As informações meteorológicas poderão ser de temperatura e humidade do terreno, evapotranspiração potencial, pormenores à camada mais baixa da atmosfera, etc.; as informações biológicas podem ser sobre fenologia, aparecimento e propagação de doenças das plantas, etc.
Estação Meteorológica de Aeronave
Estação instalada em aeronave de reconhecimento meteorológico.
Estação Meteorológica de Observação
Local onde se executam observações meteorológicas, com aprovação do(s) país(es) interessado(s)
Nota: as estações meteorológicas de observação classificam-se em sinópticas, climatológicas, para a agricultura, para a aeronáutica e especiais, mas qualquer estação pode pertencer a mais de uma categoria.
Estação Meteorológica para a Aeronáutica
Estação em que se executam observações e preparam comunicados destinados à navegação aérea internacional
Estação Meteorológica simples para a agricultura
Estação que fornece com regularidade informações meteorológicas e biológicas simultâneas, podendo dispor de material para contribuir para o estudo de problemas especiais. O programa de observações biológicas ou fenológicas para estes estudos está em regra relacionado com o regime climático local.
Estação Sinóptica de Altitude
Estação em que se executam observações de altitude para fins sinópticos.
Estação Sinóptica de Superfície
Estação em que se executam observações de superfície para fins sinópticos.
Estação Terrestre Fundamental
Estação sinóptica para observações de superfície, instalada em terra, com material e pessoal necessários para observar os elementos meteorológicos e transmitir comunicados para troca internacional.
Estação climatológica
Estação que fornece informações para fins climatológicos. Os elementos observados incluem, vento, nebulosidade, temperatura e humidade relativa do ar, pressão atmosférica, precipitação e insolação. As estações climatológicas podem ser estações climatológicas simples, onde se executa pelo menos uma observação por dia, incluindo as temperaturas extremas do ar e a quantidade de precipitação ou estações climatológicas principais, onde se executam observações horárias, ou pelo menos tri-horárias, com apuramento dos valores horários a partir de meteogramas de instrumentos registadores.
Estação climatológica Principal
Estação climatológica em que se executam observações horárias, ou pelo menos três vezes por dia com apuramento dos valores horários a partir de meteogramas de instrumentos registadores automáticos.
Estação em Navio Auxiliar
Estação em navio móvel, em regra sem instrumentos meteorológicos certificados, em que se preparam, a pedido, comunicados de observações em certas regiões e em certas condições, redigidos em formas abreviadas de código para a transmissão de observações de superfície executadas a bordo de navios, ou em linguagem clara.
Estação em navio fixo
Estação meteorológica oceânica ou instalada em braço-farol.
Estação em navio móvel
Estação instalada a bordo de navio móvel, por cooperação voluntária dos armadores e do capitão do navio com um Membro.
Estação em navio seleccionado
Estação em navio móvel, com uma colecção completa de instrumentos meteorológicos certificados, que transmite comunicados na forma normal de código para a transmissão de observações de superfície executadas a bordo de navios.
Estação em navio suplementar
Estação em navio móvel com uma colecção limitada de instrumentos meteorológicos certificados, que transmite comunicados na forma abreviada de código para a transmissão de observações de superfície executadas a bordo de navios.
Estação meteorológica oceânica
Estação a bordo de um navio que ocupa uma posição marítima fixa, com o material e o pessoal necessários para observar os elementos meteorológicos e transmitir comunicados para troca internacional.
Estrato
Camada nebulosa geralmente cinzenta, de base bastante uniforme, que pode originar chuvisco, prismas de gelo ou neve em grãos. Quando se vê o sol através da camada, o contorno é nítido. O estrato não produz fenómenos de halo, excepto eventualmente com temperaturas muito baixas. Às vezes o estrato apresenta-se em forma de bancos esfarrapados.
Estratocúmulo
Banco, lençol ou camada de nuvens cinzentas ou esbranquiçadas (ou cinzentas e esbranquiçadas), quase sempre com porções escuras. São constituídas por massas em mosaico, massas globulares, rolos, etc., de aspecto não fibroso (excepto nas virga), ligadas ou não. A maioria dos pequenos elementos dispostos regularmente tem largura aparente superior a 5 graus (aproximadamente 3 dedos com o braço estendido).
Estratopausa
Limite superior da Estratosfera, em que a temperatura deixa de subir com a altitude.
Estratosfera
Região acima da troposfera, que se estende desde a tropopausa até altitudes de cerca de 50 km, em que a temperatura aumenta com a altitude e em que ocasionalmente se podem observar nuvens nacaradas.
Exosfera
Região em torno da terra em que a densidade da atmosfera é tão baixa que as colisões entre partículas neutras (sem carga) são muito raras. Estas partículas podem escapar à atracção gravitacional da terra e viajar pelo espaço inter-planetário.
F
Força Centrífuga
Força aparente (do ponto de vista de um observador num referencial em rotação) que deflecte radialmente e é dirigida para fora em relação ao eixo de rotação.
Força Centrípeta
Força necessária para manter um objecto em movimento numa trajectória circular e que é dirigida para dentro, no sentido do eixo de rotação.
Força de Coriolis
Força aparente (do ponto de vista de um observador num referencial em rotação) que desvia as partículas de ar para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul. Depende da velocidade do ar e da latitude, sendo máxima nos pólos e praticamente nula no equador.
Fotometeoros
Fotometeoro é um fenómeno luminoso produzido pela reflexão, refracção, difracção ou interferência da luz solar ou lunar.
Frente Fria
Intercepção da superfície frontal fria com a superfície do globo.
Frente Oclusa
Intercepção da superfície frontal oclusa com a superfície do globo.
Frente Quente
Intercepção da superfície frontal quente com a superfície do globo.
Frente Rajada
zona de separação entre ar proveniente de níveis elevados da célula convectiva, transportado por movimentos verticais descendentes organizados e ar das vizinhanças da mesma, à superfície. O ar após a frente é bastante mais frio do que o pré-existente e o vento tende a soprar em regime de rajada.
Frequência da Onda
Representada for (f), e é o inverso do período (T) da onda.
Frontogénese
Mecanismo de intensificação do gradiente de temperatura na troposfera que permite a formação de superfície frontais
Furacão
Fase de um ciclone tropical que ocorre no Oceano Atlântico Norte (Golfo do México e Caraíbas) e na região Leste dos Estados Unidos, quando a intensidade do vento médio atinge valores de, pelo menos, 119 km/h (64 kt ou 33 m/s).
G
Gustnado
é um remoinho de vento caracterizado por uma coluna de ar com movimentos verticais ascendentes, convergentes e rotativos, que apresenta algumas semelhanças com a de um tornado. No entanto, o seu nome é enganador, não se tratando de um verdadeiro tornado. Distingue-se deste por não estar associado a nuvem-mãe e se organizar de baixo para cima, à semelhança do que ocorre com os diabos da poeira. Esta circulação de eixo vertical é, por vezes, observada em frente de rajada, fenómeno a que deve o nome.
H
Heterosfera
Região da atmosfera acima da mesopausa, em que a composição de gases é variável. Acima desta região existe a exosfera.
Hidrometeoros
Hidrometeoro é o meteoro constituído por um conjunto de partículas de água no estado líquido ou sólido que caem ou estão em suspensão na atmosfera, são levantadas da superfície do globo pelo vento ou estão depositadas em objectos no solo ou na atmosfera livre.
Hidrosfera
Parte do sistema climático que compreende toda a água em estado liquido da Terra, incluindo oceanos, mares, rios, lagos, águas subterrâneas, etc.
Homopausa
Limite superior da homosfera (o mesmo que turbopausa).
Homosfera
Região da atmosfera abaixo da mesopausa (incluindo, portanto, a troposfera, a estratosfera e a mesosfera) em que a composição de gases é mais ou menos uniforme.
Hora efectiva de observação
Hora a que se faz a leitura do barómetro nas observações sinópticas de superfície; hora de lançamento do balão, pára-quedas ou foguete nas observações de altitude.
Nota: Estas definições não excluem a utilização do termo "hora efectiva de observação" aplicado a um elemento meteorológico individual, mas neste caso deve indicar-se especificamente o elemento meteorológico a que se refere, por exemplo, "hora efectiva de observação da temperatura da água do mar".
Humidade Absoluta do ar
massa de vapor de água por unidade de volume de ar húmido, expresso em g/m3
Humidade Específica do ar
massa de vapor de água por unidade de massa de ar húmido, expresso em g/kg
I
Ionização
Formação de iões por incidência de radiação solar nos átomos, com consequente libertação de electrões.
Ionosfera
Região da atmosfera em que ocorrem processos de ionização.
Isoieta
Linha de igual valor da quantidade de precipitação.
Isolinha
Linha de igual valor de determinada grandeza. É sinónimo de isopleta.
Isotaxica
Linha de igual valor da intensidade do vento.
Isóbara
Linha de igual valor da pressão atmosférica.
Isótérmica
Linha de igual valor da temperatura.
J
K
L
Levante
O vento de levante é um vento de leste que sopra na região do estreito de Gibraltar. Também se pode considerar como um vento de leste ou nordeste na costa leste de Espanha. No Estreito de Gibraltar o vento médio pode atingir valores até 60-70 km/h, dando origem a ondas de sueste com mais de 2 metros de altura na costa sul do Algarve.
Linha de Borrasca
Bandas de precipitação a nível da mesoscala formadas em parte por fenómenos convectivos.
Linha de Convergência
Regiões onde se verifica convergência do vento à superfície (por exemplo, as frentes são linhas de convergência).
Linha de Instabilidade
Linhas de convecção organizada, em geral de mesoscala, que se podem formar no ar pós-frontal frio.
Litometeoros
Litometeoro é o meteoro constituído por um conjunto de partículas que na maioria são sólidas e não aquosas. Estas partículas estão mais ou menos em suspensão na atmosfera ou levantadas do solo pelo vento.
Litosfera
Parte do sistema climático que compreende toda a parte sólida da Terra, tanto continental como oceânica.
M
Magnetopausa
Limite externo da magnetosfera.
Magnetosfera
Região onde se faz sentir o campo magnético da terra
Massa de Ar
A massa de ar é caracterizada pela sua temperatura e humidade, e adquire a sua designação a partir da região onde se forma. Assim, a massa de ar pode ser Equatorial, Tropical, Polar ou Árctica, sendo a temperatura o parâmetro meteorológico mais influenciado pela região de origem. Por outro lado, uma massa de ar com conteúdo elevado (reduzido) em humidade é designada de marítima (continental). Deste modo, é possível definir, por exemplo, uma massa de ar polar continental e uma massa de ar tropical marítimo.
Mesopausa
Limite superior da mesosfera, onde a temperatura pode atingir valores de –95ºC e onde se podem formar nuvens noctilucentes.
Mesoscala
Escala de movimento que compreende fenómenos cuja dimensão horizontal varia aproximadamente entre 2 km e 2000 km e cujas escalas de tempo variam entre 3 minutos e 2 dias. Grandes tornados e pequenos furacões são exemplos de fenómenos de mesoscala. Em função da escalas espacial e temporal é habitual consideraram-se 3 sub-escalas: alfa, beta e gama.
Mesosfera
Região acima da estratosfera, que se estende desde a estratopausa até altitudes de cerca de 80 km e em que a temperatura diminui com a altitude.
Meteorologia
O termo meteorologia, etimologicamente, tem origem no grego (Meteoro) e significa o estudo e o conhecimento da atmosfera nos seus diferentes aspectos, designadamente quanto aos fenómenos físicos e químicos que nela ocorrem. Assim, em meteorologia são analisados os fenómenos físicos que ocorrem na atmosfera e à superfície do globo (fronteira), assim como transformações químicas que nela ocorrem entre os seus diferentes componentes, naturais e antropogénicos. Na atmosfera ocorrem fenómenos físicos muito variados e em escalas espaço-temporais muito diferentes, destacando-se os que se enquadram na mecânica, na termodinâmica e no electromagnetismo; com efeito são as formas de energia que caracterizam cada um daqueles capítulos da física que predominam na atmosfera, particularmente as energias mecânica e calorífica.
Meteorologia Marítima
Constitui um campo de interacção entre a Oceanografia Física e a Meteorologia e tem por objectivo o estudo da física da baixa atmosfera oceânica e a previsão do estado do mar.
Meteoros
Meteoro é um fenómeno, sem ser uma nuvem, observado na atmosfera ou na superfície do globo, que pode ser precipitação, suspensão ou depósito de partículas líquidas ou sólidas de água ou não, ou fenómeno de natureza óptica ou eléctrica. Os meteoros classificam-se em quatro grupos: hidrometeoros, litometeoros, fotometeoros e electrometeoros.
Microburst
fenómeno de reduzida escala espacial que consiste num intenso movimento vertical descendente organizado proveniente de níveis elevados da célula convectiva e que, ao dirigir-se para o solo, vai acelerando, divergindo ao atingi-lo e podendo causar estragos equivalentes a um tornado fraco; o vento horizontal associado a este fenómeno, à superfície, pode exceder 180Km/h. A duração aproximada é entre 5 e 15 minutos. É causado pelo arrefecimento que a evaporação - promovida pela mistura turbulenta entre ar saturado da nuvem e ar extremamente seco das suas vizinhanças – induz na massa de ar envolvente da célula convectiva, intensificando o movimento descendente.
Microscala
Escala de movimento que compreende fenómenos cuja dimensão horizontal é tipicamente inferior a 2 km e cujas escalas de tempo variam entre segundos e minutos. Nuvens individuais são exemplos de fenómenos de mesoscala.
Modelo Numérico de Previsão do Tempo
A Previsão Numérica do Tempo (PNT) recorre ao potencial de cálculo dos computadores para produzir uma estimativa do estado futuro da atmosfera utilizando os designados “modelos de previsão”. Estes modelos baseiam-se num conjunto de equações que traduzem as leis físicas que descrevem o comportamento hidro-dinâmico da atmosfera.
Monção
Fenómeno de larga escala que tem origem na diferente variação de temperatura sobre os continentes e oceanos adjacentes. A Monção mais conhecida é a do subcontinente Indiano - no Verão a temperatura na Ásia sobe de forma a ser consideravelmente superior à temperatura no Oceano Índico, originado um fluxo de ar húmido de larga escala do Índico para o Continente. Nas regiões montanhosas, verificam-se precipitações muito abundantes. Por outro lado, no Inverno, a circulação inverte-se, dando origem a um transporte de ar frio e seco do interior do Continente para o oceano.
Médias Periódicas
Médias de valores climatológicos correspondentes a um período de dez anos pelo menos, começando em 1 de Janeiro de um ano termina pelo algarismo 1. Nota: podem também ser úteis, por exemplo nos países tropicais, para estações meteorológicas oceânicas e de altitude, médias correspondentes a períodos mais curtos, por exemplo, de 5 anos.
N
Neblina
Suspensão no ar de gotículas microscópicas de água, que reduzem a visibilidade horizontal, a valores não inferiores a 1 km.
Nevoeiro
Suspensão de pequenas gotículas de água na atmosfera, que reduzem a visibilidade horizontal, a valores inferiores a 1 km.
Nimbostrato
Camada nebulosa cinzenta, muitas vezes sombria, cujo aspecto se torna difuso pela queda mais ou menos contínua de chuva ou neve que na maioria dos casos atinge o solo. A espessura da camada é em todos os pontos suficiente para cobrir o Sol. Por baixo da camada existem frequentemente nuvens baixas esfarrapadas, ligadas ou não a ela.
Normais climatológicas
Médias de 30 anos de elementos meteorológicos utilizados para definir o clima de um local ou região. São assim designadas por se considerar que, com um valor mínimo de 30 anos, as variáveis meteorológicas seguem aproximadamente a distribuição normal ou gaussiana.
As normais climatológicas que se iniciam, por exemplo, a 1 de Janeiro de 1941 terminam a 31 de Dezembro de 1970; as normais seguintes iniciam-se a 1 de Janeiro de 1951 e terminam a 31 de Dezembro de 1980, e assim sucessivamente.
As normais incluem as médias anuais e mensais de 30 anos da pressão atmosférica, da temperatura média, mínima e máxima do ar, da precipitação, da humidade relativa do ar, da nebulosidade, da insolação, da evaporação, da frequência e intensidade do vento por rumo. Incluem ainda os extremos dos valores diários da temperatura do ar e os máximos diários da precipitação para cada mês, nesses 30 anos. Incluem, também, o número de dias em que a temperatura do ar, a intensidade do vento, a nebulosidade e a precipitação ultrapassaram determinados limites, e o número de dias em que ocorreu neve, granizo ou saraiva, trovoada, nevoeiro, orvalho e geada.
Nota: Se os resultados das observações não forem contínuos, podem calcular-se normais ajustadas.
Nortada
Vento de norte ou de noroeste que sopra na costa ocidental de Portugal Continental, atinge um máximo de intensidade durante a tarde e é característico nos meses mais quentes do ano, entre Maio e Setembro. Este vento resulta essencialmente da localização e configuração do Anticiclone dos Açores (a Noroeste da Península Ibérica) e da depressão de origem térmica da Península Ibérica, estando associado ao efeito de brisa de mar, resultante do diferencial da temperatura à superfície, entre o Mar e a Terra e ainda ao efeito de Coriolis.
Nuvens Nacaradas
Nuvens que existem na estratosfera com irisação muito acentuada e que se assemelham a cirros ou altocúmulos em forma de amêndoa. Estima-se que estas nuvens estejam situadas entre os 21 e 30 km e que sejam constituídas por gotículas minúsculas de água ou partículas esféricas de gelo.
Nuvens Noctilucentes
Nuvens que se observam na mesopausa quando o sol se encontra entre 5 e 13º abaixo do horizonte. Assemelham-se a cirros ténues, sendo em regra azuladas ou prateadas, mas podendo ser alaranjadas ou avermelhadas. Estima-se que estas nuvens estejam situadas entre os 75 e 90 km e que sejam constituídas por cristais de gelo, podendo ter-se formado a partir de poeiras cósmicas.
O
Observação Meteorológica
Medição ou avaliação de um ou vários elementos meteorológicos.
Observação com balão-piloto
Determinação do vento em altitude seguindo a trajectória de um balão livre com um instrumento de observação visual.
Oclusão
Processo que ocorre quando a superfície frontal fria se desloca mais rapidamente que a superfície frontal quente. Nestas situações, o ar frio atrás da superfície frontal fria encontra o ar frio à frente da superfície frontal quente. Quando o ar frio atrás da superfície frontal fria é mais frio, a oclusão designa-se de oclusão fria. Quando o ar frio atrás da superfície frontal fria é mais quente, a oclusão designa-se de oclusão quente.
Olho do Furacão
Região que se encontra na zona central de um furacão, com vento fraco, cujo diâmetro varia entre 30 a 70 km (20 a 40 milhas náuticas) e onde se encontra o mais baixo valor da pressão à superfície. Também conhecido por Eye.
Onda de Calor
Segundo a definição da WMO (Organização Meteorológica Mundial) ocorre uma onda de calor quando num periodo de 6 dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5°C ao valor médio das temperaturas máximas diárias no período de referência (1961-1990). As ondas de calor são relativamente frequentes em Portugal. A onda de calor com maior duração, registada em Portugal desde 1941, variou entre 16 e 17 dias em Julho/Agosto de 2003.
Onda de Frio
Segundo a definição da (Organização Meteorológica Mundial) ocorre onda de frio quando num periodo de 6 dias consecutivos, a temperatura mínima do ar é inferior em 5°C ao valor médio das temperaturas mínimas diárias no período de referência (1961-1990).
Ondas Excepcionais
Ondas aberrantes ou monstruosas, também conhecidas do inglês como Freak waves. Para um dado estado do mar, com altura significativa, uma onda diz-se excepcional quando a sua altura excede 2,2 m da altura significativa.
Ondas de Superfície
Correspondem a um fenómeno de interacção entre o oceano e a atmosfera geradas directamente pela acção do vento. A altura e velocidade das ondas dependem da intensidade e persistência do vento e ainda da área de origem.
Ondulação
Ondas geradas num local distante do local de observação, apresentam um aspecto regular, cristas longas e arredondadas e tem direcção de propagação bem definida.
Outflow
é o escoamento horizontal à superfície, divergente, resultante de ar proveniente de níveis elevados de uma célula convectiva, ao embater na superfície da terra. Pode ser originado por um microburst ou por um movimento do mesmo tipo, mas mais fraco e comum às células convectivas.
P
Parede do olho do furacão
Região em torno do olho do furacão, constituída por uma parede de nuvens convectivas, formando um anel de cumulonimbos, que dão origem a chuva forte e trovoadas. Nesta zona, que pode ter uma extensão de 16 a 80 km, são observados os ventos mais intensos. Tambem conhecida por Eyewall.
Período da onda
Representado por (T) e é intervalo de tempo necessário para a onda percorrer a distância de um comprimento de onda (L).
Posto Climatológico
Estação climatológica para observação de um ou alguns elementos determinados.
Posto Udométrico
Estação onde se executam unicamente observações de precipitação. Previsão – Exposição das condições meteorológicas previstas durante determinado intervalo de tempo e em determinado local ou porção do espaço aéreo.
Posto de Radiossondagem
Estação em que se executam observações da pressão atmosférica, temperatura e humidade do ar em altitude por meios electrónicos. Posto combinado de radiossondagem e radiovento.
Posto de Radiovento
Estação em que se determina o vento em altitude seguindo a trajectória de um balão livre por meios electrónicos
Posto de balão-piloto
Estação em que de determina o vento em altitude seguindo a trajectória de um balão livre com um instrumento de observação visual.
Q
R
Radiovento
Processo de determinar o vento em altitude seguindo a trajectória de um balão livre por meios electrónicos.
Rastos de condensação
Nuvens que se formam no rasto de um avião, quando os gases de escape, introduzidos na atmosfera suficientemente fria e húmida ao nível do voo, dão origem à formação de cristais de gelo.
Razão de mistura
massa de vapor de água por unidade de massa de ar seco, expresso em g/kg.
S
Satélite Meteorológico
Um satélite artificial da Terra que realiza observações meteorológicas e as transmite para a Terra.
Seca
Período de persistência de tempo seco, ou seja, com falta de precipitação. Em geral faz-se a distinção entre seca meteorológica, seca agrícola e seca hidrológica, dependendo da sua duração. As situações de seca são relativamente frequentes em Portugal, com severos prejuízos na agricultura e na pecuária, nos recursos hídricos o que tem reflexos económicos e no conforto das populações. Destacam-se, nos últimos 65 anos, os anos de seca com maior severidade: 1944/46, 1965, 1976, 1980/81, 1991/92, 1994/95 e 1998/99. As regiões a Sul do Tejo são as mais vulneráveis, e as que têm sido mais afectadas.
Sistema Climático
Sistema interactivo constituído pela atmosfera, hidrosfera, criosfera, litosfera e biosfera que determina o clima da Terra. As interacções entre estas componentes do sistema climático envolvem processos físicos, químicos e biológicos.
Sistema Convectivo de Mesoscala
Conjunto de células convectivas organizadas na mesoscala. As células podem ser individuais ou super-células e a organização pode se em forma de bandas.
Sistema Frontal
Sistema tri-dimensional constituído por uma superfície frontal fria, por uma superfície frontal quente (e por uma oclusão na fase madura do sistema frontal).
Sobre-elevação do nível do mar com origem meteorológica
diferença entre o nível do mar observado num determinado local e instante e o nível que ocorreria, nesse mesmo local e nesse mesmo instante, na ausência da tempestade, ou seja, unicamente devido à maré; também conhecido do inglês como Storm Surge. A sobre-elevação do nível do mar com origem meteorológica, ao coincidir com uma maré alta, pode ser severamente destrutiva, podendo afectar o aspecto fisiográfico da linha de costa. Esta sobre-elevação é causada pelo vento e pela pressão atmosférica associadas a perturbações meteorológicas activas.
Subsidência
Movimento vertical descendente do ar, associado a zonas anticiclónicas.
Superfície Frontal Fria
Superfície que separa duas massas de ar, caracterizada por um forte gradiente horizontal de temperatura e que se desloca no sentido do ar quente.
Superfície Frontal Oclusa
Superfície que resulta de um processo de oclusão e que separa três massas de ar – duas massas de ar frio à superfície e uma massa de ar quente em altitude.
Superfície Frontal Quente
Superfície que separa duas massas de ar, caracterizada por um forte gradiente horizontal de temperatura e que se desloca no sentido do ar frio.
Surriada
Gotículas de água que se formam quando o vento sopra sobre as cristas das ondas em rebentação. Pode reduzir a visibilidade, sendo a redução mais significativa quanto maior for a intensidade do vento (também referido como poalha de água).
Suão
Vento suão é a designação que habitualmente é dada em Portugal (em especial no sul) a um vento de sul ou sueste que transporta uma massa de ar quente e seco.
T
Temperatura do ponto de orvalho
Temperatura à qual o ar húmido ficaria saturado se fosse arrefecido, a pressão constante.
Temperatura do termómetro molhado
Temperatura observada no termómetro de mercúrio, cujo reservatório está humedecido.
Temperatura virtual
Temperatura a que seria necessário aquecer o ar seco para que ficasse com a mesma densidade que o ar húmido.
Tempestade tropical
Fase de desenvolvimento de um ciclone tropical, em que a intensidade do vento médio varia entre os 62 e 118 km/h (33 e 63 kt ou 17 e 32 m/s).
Tendência barométrica
Variação da pressão atmosférica num determinado intervalo de tempo (normalmente considera-se três horas).
Tensão de saturação
Pressão exercida pelo vapor de água quando o ar fica saturado.
Tensão de vapor
Pressão exercida pelo vapor de água contido no ar.
Termosfera
Região acima da mesosfera, que se estende desde a mesopausa até altitudes de cerca de 400 km quando a actividade solar é menor e até cerca de 500 km quando a actividade solar é maior. Camada em que a composição química da atmosfera se altera consideravelmente, com a separação de moléculas em átomos isolados por acção de raios de pequeno comprimento de onda (raios X e ultravioleta).
Tornado
Fenómeno que consiste num turbilhão de vento, tromba, sobre a superfície terrestre.
Transmissão meteorológica
Telecomunicação por fio ou sem fios de informações meteorológicas.
Transmissão territorial
Telecomunicação por fio ou sem fios do conteúdo de uma emissão territorial.
Tromba
Fenómeno que consiste num turbilhão de vento, muitas vezes violento, cuja presença se manifesta por uma coluna nebulosa ou cone nebuloso invertido em forma de funil que emerge da base de um cumulonimbo, e por um tufo constituído por gotículas de água levantadas da superfície do mar (tromba marítima ou tromba de água), ou por poeira, areia ou detritos vários levantados do solo (tromba terrestre ou tornado).
Tropopausa
Limite superior da troposfera. A sua altitude varia com a latitude, estando a uma altitude de cerca de 18 km nos trópicos (tropopausa tropical) e de cerca de 8 km nos pólos (tropopausa polar). A altitude da tropopausa nas latitudes médias varia gradualmente entre a tropopausa polar e a tropopausa tropical. As correntes de jacto encontram-se na vizinhança de quebras na tropopausa, que são regiões de variação mais brusca da altitude da tropopausa.
Troposfera
Região mais baixa da atmosfera em que, geralmente, a temperatura desce com a altitude a uma taxa de cerca de 6.5ºC por Km. Em algumas partes da atmosfera pode haver uma camada pouca espessa em que a temperatura aumenta com a altitude, designada por camada de inversão de temperatura. É na troposfera que ocorre a maior parte dos fenómenos meteorológicos como, por exemplo, nuvens, trovoadas e precipitação.
Trovoada
Fenómeno meteorológico caracterizado pela ocorrência de “relâmpagos”, que é a luz que resulta da incandescência do ar, e “trovões” que resultam da expansão brusca do ar.
Trovão
O trovão é um subproduto do raio. Ao longo da trajectória do raio, através da “coluna” de ar com diâmetro de poucos centímetros, ocorre uma expansão brusca do ar sobreaquecido da “coluna” que origina uma onda de choque que dá origem a ruído característico.
Tufão
Fase de um ciclone tropical que ocorre no Oceano Pacífico Norte, na região Oeste dos Estados Unidos, Japão e China, quando a intensidade do vento médio atinge valores de, pelo menos, 119 km/h (64 kt ou 33 m/s).
U
V
Vaga
Onda gerada pelo vento no local, apresenta um aspecto muito irregular com cristas curtas, aspecto anguloso, e tem uma dispersão de direcções centrada em torno da direcção do vento.
Vale depressionário
Configuração definida por isóbaras que se estendem para fora de uma região de baixas pressões. Tem associada um eixo de vale (ou linha de vale), que corresponde a uma linha de mínimos de pressão (em comparação com pontos adjacentes de um e de outro lado da linha).
Variabilidade Climática
Variações temporais e espaciais do clima em relação ao seu estado médio e a outras estatísticas, como por exemplo, desvio padrão, ocorrência de extremos, etc.
Velocidade de Fase
Velocidade de propagação da forma da onda (C = L/T).
Virga
Rastos verticais ou inclinados de precipitação, ligados à superfície inferior de uma nuvem e que não atingem o solo. Aparece mais frequentemente com os géneros de nuvens cirrocúmulos, altocúmulos, altostrato, nimbostarto, estratocúmulo, cúmulo e cumulonimbo.
Voo de reconhecimento meteorológico
voo de aeronave para o fim especial de executar observações meteorológicas.
W
Wind Chill
É a sensação de arrefecimento causada pelo efeito conjunto da velocidade do vento com valores baixos da temperatura do ar.
X
Y
Z
Zona InterTropical de Convergência (ZITC)
Zona no ramo ascendente da célula de Hadley e que acompanha o movimento aparente do sol no ciclo anual. Produz uma faixa de chuva intensa que se desloca para norte do Equador no solstício de Junho e para sul do Equador no solstício de Dezembro. A amplitude desse deslocamento é maior sobre os continentes e menor sobre o oceano.


Source: Instituto Português do Mar e da Atmosfera

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